quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Você acredita no acaso?

Este é o tema do meu mais recente livro publicado no AGBOOK e no Clube de Autores que se encontra nos links:
http://www.agbook.com.br/book/119281--VOCE_ACREDITA_NO_ACASO
e
http://www.clubedeautores.com.br/book/119280--VOCE_ACREDITA_NO_ACASO

O assunto tratado no mesmo é sobre as influências espirituais que testam o livre arbítrio de cada ser humano em cada instante de tempo, mostrando que as intuições, a serendipidade, a imaginação, e muitos fenômenos cotidianos como os milagres de lágrimas em olhos de imagens sagradas, curas de doenças terminais pela fé, entre vários outros, têm sempre espíritos obsessores de um lado (testando a fé, desviando o espírito do objetivo da evolução, quando a pessoa em seu livre arbítrio aceita seguir o que esses espíritos dizem) e os espíritos de luz do outro lado (influenciando para a pessoa se desenvolver nas virtudes e evoluir espiritualmente). Vários fenômenos que ocorrem, como fatos históricos do tipo o caso de Arquimedes e seu Eureka, o da maçã na cabeça de Newton, entre outros, mostram que a intuição tem uma influência espiritual para levar o ser humano a desenvolver idéias maravilhosas para ajudar a humanidade, assim como idéias terríveis para destruí-la. Consequentemente, vê-se que orar e vigiar é princípio básico para evoluir, pois quando duvidamos de idéias que não condizem com a realidade de fazer o bem e gerar virtudes, tendemos a direcionar nosso livre arbítrio às decisões corretas que nos levam a evoluir espiritualmente, que implica em ser feliz e ter paz interior.

Que Deus os abençoe!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O Problema da Incompreensão e das guerras religiosas

Um dos problemas das guerras religiosas são as visões diferentes. Há pessoas de religiões cristãs que ainda não entenderam que a maior mensagem que Jesus deixou foi o amor, a transformação interior, a fé, a tolerância, e as virtudes. E assim, tende a agredir as pessoas por sua fé. Entretanto, quando agride alguém por ter fé em algo, mostra apenas que não segue ou não entendeu e o que prega (o caminho descrito por Jesus, da fé, do amor, da tolerância e das virtudes).

Há um grande problema não compreendido pela maioria das pessoas que se ligam às religiões sem buscar filosofar e separar as coisas:

1) Ninguém pode mudar ninguém, a não ser que a pessoa queira;

2) Não se deve agredir a ninguém, pois isso demonstra falta de amor, e consequentemente, não sabe quem é Jesus;

3) Deve-se aprender a ler a Bíblia, pois além dela ter sido modificada inúmeras vezes nos concílios do Vaticano e nas traduções, ela não foi escrita por Jesus, mas por seguidores, ou mesmo por pessoas do império romano que se colocaram como os apóstolos, para poder inserir muitas informações ditas "pagãs", ou melhor falando, pré-cristãs, para que os seguidores de Cristo, seguissem seus preceitos, como: Jesus não nasceu em 25 de dezembro, mas colocaram isso para que ligassem Jesus ao dia de Litha (dia do solstício de verão, para adorar Jesus como sendo o deus sol);

4) Na Bíblia, boa parte é histórica, como preceitos sócio-culturais da época. Logo, muitas informações não são ensinamentos, mas tem seu conteúdo histórico importante para estudos. Isso é fundamental, pois quem a segue cegamente, não percebe isso;

5) Outra parte da Bíblia tem ensinamentos profundos que devem ser lidos e "filosofados" com cuidado e atenção, que mostra justamente o caminho traçado por Jesus, que é do amor, da união, da tolerância, da liberdade, enfim, das virtudes. Observe que Jesus não fundou nenhuma religião, também não andava de paletó e gravata e cheio de pompas, mas de forma humilde, além de ter o cabelo comprido (pelo menos, é a imagem que foi colocada e existe até hoje). Assim, quem o segue, deveria saber ser livre e libertar os demais, e não condenar, pois ele dizia: não julgueis para não seres julgado. Mais ainda, Jesus não condenava aos outros por não serem seus seguidores, pois em várias das passagens, é mostrado que ele cura até seus inimigos e participantes de outras "religiões".

6) Qualquer pessoa em qualquer religião que condena as outras, que julga aos outros, que cega, que impõe, que não esclarece, não segue os preceitos das virtudes, especialmente do amor (isso é ser espiritualizado: ser virtuoso e não preconceituoso). Mas, não somos nós quem devemos julgar e condenar a quem o faz, pois estamos todos no mesmo barco, e se o fazemos, arranjamos dívidas espirituais da mesma forma, por não termos aprendido a amar, a tolerar, etc. Daí, não adianta dizer ser espiritualista ou espiritualizado, se erra da mesma forma, pois vibra na mesma frequência das trevas.

7) Orai e vigiai, pois orar indica louvar a Deus, agradecer por tudo que nos é colocado e que podemos tirar aprendizados, pois Ele nos testa o tempo todo para aprendermos a amar através dos nossos erros e acertos (é o livre arbítrio) e vigiar indica estarmos atentos a atitudes que nos condenam, para não incorrermos nos mesmos erros dos outros. Se queremos evoluir, primeiro temos de saber seguir esse ensinamento, para evitarmos cair nas armadilhas das trevas, que está justamente em fazermos julgar, fazermos condenar, termos reações adversas de raiva, ódio, vingança, intolerância, preconceitos, inimizades, entre outros defeitos humanos, que nos prendem à carne num processo encarnatório indefinido, até aprender todos os passos corretos do pensar com virtudes e sem preconceitos.

Enfim, o que foi que Jesus fez, além de amar?

Tenho minha condição de guia espiritual, mas nem por isso julgo ou condeno a qualquer um, pois não tenho esse direito. Tenho apenas o dever de dar caminho para a Luz, a quem a busca. Não é meu conhecimento, minha "autoridade", ou qualquer coisa que me dá direito de "atentar" contra o próximo. O caminho para a Luz de Deus está em sabermos amar e ajudar ao próximo a evoluir, seja com o que for que seja colocado em mãos através de Deus, pois somos apenas instrumentos e precisamos usar o que Deus nos dá para distribuir e ampliar a Luz dEle. Cada um que recebe uma mensagem, ou qualquer que seja a "sincronicidade" deve ter a consciência de usá-la da melhor forma, pois o livre arbítrio determina se seguimos a luz ou as trevas: a interpretação de cada um frente aos preconceitos, os ódios, etc., faz jogar no lixo a Luz de Deus dada naquele momento; o amor, a tolerância, e todas as virtudes, faz receber a Luz Divina e evoluir com o aprendizado. É como a parábola do senhor e dos 3 servos, que determina o que cada um faz com seu próprio espírito.

Enfim, está em cada um com seu livre arbítrio tomar essa mensagem como um lixo, ou buscar entendê-la sem a interferência de obsessores, exus, diabos, ou como quer que queiram chamar. É buscar sentir no coração e louvar a Deus para ter luz para entender. Nada na vida ocorre por acaso, pois tudo que Deus nos dá em cada momento, como muitas mensagens de seguidores de várias religiões, para nos compreendermos dentro de nós mesmos: cada um que explode com algo que lhe acontece pode se ver sem tolerância, e quem dá a mensagem pode também observar em si que o ataque cego não condiz com os ensinamentos de Jesus. Assim é que a Luz de Deus se mostra para nós, quando buscamos ser tolerantes e entender tudo que nos ocorre em cada momento. Como dizia Einstein: Deus não joga dados com o mundo, ou seja, tudo que nos ocorre na vida, é um presente de Deus para nos ensinar através de nossos próprios erros e acertos. Nós seres humanos é que somos tolos para não compreender os princípios da sabedoria de Deus.

Abraços e que Deus os abençoe!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Anjos, os mensageiros de Deus

Os anjos são considerados mensageiros entre o Criador e os seres humanos e o mundo da matéria, os quais são figurados como seres alados, em que as asas simbolizam os ideais de ascensão aos céus e de transcendência do material. Os anjos realizam a conexão com a dimensão superior e eterna, a espiritualidade propriamente dita.

Nas várias culturas e expressões religiosas, encontramos essa representação, a exemplo dos hindus (para estes são conhecidos como Devas) e dos muçulmanos (os anjos são os Djins).

As mensagens Divinas, inspiradas através de premonições e outros tipos de comunicações espirituais, são socorros vindos das missões que competem a cada ordem e hierarquia desses seres.

Muitas são as aparições dos enviados de Deus nos relatos das Escrituras Sagradas da Bíblia. Elas incluem milagres, anunciações, inspirações e intervenções em momentos de grande urgência e necessidades. O papel dos seres angelicais em várias passagens, sobretudo, do Antigo Testamento, demonstram desde sempre o acompanhamento deles nos acontecimentos humanos.

A importância desses protetores e interventores tem sua lógica, pois, cada ser humano deve cumprir sua missão espiritual na Terra, e Deus oferece seus canais de comunicação para que cada um possa cumprir a sua jornada.

O contato com os anjos deve, portanto, estar embasado em uma ética espiritual, que embora específica à sua vibratória (considerando as evocações e princípios materiais, tais como cristais e outros elementos) tem como essência os princípios de fé e amor ao Criador e à criação. Estes são verdadeiras chaves que nos abrem os portais às comunicações com os seres angelicais, criados por Deus, assim como cada um de nós.

Retirado do Prefácio de Ana Cristina Andrade do livro: "Anjos: Forças da Luz, Mensageiros de Deus"

Que Deus os abençoe!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O Mal do Descontrole da Boca (falar demais)

Há um dito popular que diz: "Peixe morre pela boca". Claramente, o peixe morre ao ser pescado, e o que lhe trai é a boca ao buscar a isca no anzol da vara de pescar.

Da mesma forma que o peixe é o ser humano que se condena por não conseguir manter a boca fechada.

Como tantos outros ditos populares, quanto mais falamos, mais nos mostramos como tolos, ignorantes, e entregamos nossos medos, fraquezas, segredos e realidades, que terminam por condenar especialmente a nós mesmos.

Por isso a necessidade de saber calar, pois calando mais e abrindo mais os ouvidos, aprendemos mais e conseguimos nos encontrar e quebrar com nossas falhas internas, evoluindo espiritualmente.

Esse dito popular também se estende a várias outras situações humanas que dizem respeito aos desejos e interesses desenfreados, que provocam a ruína e a destruição das pessoas.

Assim, para quem quer aprender, deve saber que o primeiro aprendizado depende unicamente de si próprio, buscando calar, silenciar, não revidar, não agir por impulsos. Quando conseguimos dominar a boca, ampliamos muito nossas capacidades de discernimento, ampliamos a compreensão, ampliamos a percepção do mundo sutil, pois passamos a policiar a nossa mente dos julgamentos, dos orgulhos, e de tantos outros defeitos, evitando em muito a ação de obsessores que aproveitam bastante para dar as dicas do que deve ser dito para criar problemas a quem fala demais e descontroladamente (sem pensar e sem se olhar no espelho).

Deve-se sempre lembrar que quem fala demais se torna joguete de espíritos obsessores.

Retirado do Livro: Ditos Populares: Sabedoria para o Bem Viver.

Que Deus os abençoe!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sobre o mal chamado "Achismo" (o julgar)

Um dito popular que fala do julgamento é: "O achar é a mãe de todos os erros".

Enfim, uma análise a respeito desse dito pode ser realizada como uma forma de utilizá-lo para nosso crescimento interior e para nossa evolução espiritual.

Observe que a frase mais comum de quem vive no erro é "eu acho que...", pois é nessa frase que se encontra a incerteza, o julgamento, o orgulho de pensar que sabe demais, o gerador de discórdias e dúvidas nos outros e tantas coisas a mais.

É no eu acho que condenamos aos outros, que acabamos relacionamentos, que destruímos a vida dos outros criando fofocas. Quem muito fala "eu acho" na verdade não tem virtudes, mas apenas orgulho que esconde erros e fraquezas, e nas suas incertezas apontam seus erros para os outros.

Nada que se pensa sem uma avaliação virtuosa e correta é certeza, e consequentemente, é um erro.

Devemos ser corretos em nosso falar, e saber silenciar para evitar julgamentos, pois quanto mais julgamos, mais caímos nas faltas de virtudes e mostramos nossos próprios erros, os quais devemos eliminar, e não alimentar.

Retirado do Livro: Ditos Populares: Sabedoria para o Bem Viver.


Que Deus os abençoe!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Mais um Pouco sobre Espiritualidade...

De forma direta, fala-se o que é espiritualidade e como desenvolvê-la. Considerando a interpretação da parábola de Jesus e a contextualização dos espíritos evoluídos, não se tem dúvidas de que espiritualidade é a busca pelas virtudes e sua multiplicação. Quanto mais se busca desenvolver as virtudes, mais se evolui e, ao evoluir, através das virtudes se ajuda a evoluir. Assim, complementa-se a obra de Deus. Muito sobre as virtudes pode ser encontrado nos ditos populares, cuja filosofia mostra a necessidade de desenvolvê-las para evoluir espiritualmente.

Não existe ninguém que se diga espiritualizado, que realmente seja em completude, pois a começar do falar que é um ser espiritualizado, já se mostra com egocentrismo que é falta de virtude. Também, qualquer um que inicia sua busca falando ao invés de iniciar tendo atitudes como caridade e amor, já erra, pois inicia querendo provar para os outros, o que é fraqueza. E qualquer um que busque a evolução e sai vomitando conhecimento, ao invés de buscar desenvolver a sabedoria e aplicá-la no silêncio para a caridade, erra por se mostrar orgulhoso e arrogante, pois também não aplica a si próprio.

Falar em virtudes necessita ter em mente que se deve procurar primeiramente dentro de si, quebrar com defeitos, vigiar os pensamentos e a boca para ir mudar internamente em si. Externamente, deve aplicar o ouvir mais e falar menos, o não falar nem agir por impulsos (que é gerado por orgulhos feridos), controlar as emoções, realizar caridades com amor e dedicação, e não pensar no retorno; trabalhar e manter a mente ocupada com boas atividades e atitudes (pois como diz o ditado: mente ociosa, cavalo do cão); buscar a paciência e viver o presente, eliminando pensamentos recorrentes do passado que fazem estagnar e não ver e agradecer o que se tem no presente (momento único em que se tem consciência), bem como não pensar no futuro com sonhos em que não se sabe se estará vivo para realizá-los ou usufrui-los, pois o futuro a Deus pertence; ser prudente e sereno no que faz, evitando desequilíbrios, entre várias outras.

Ou seja, desenvolver as virtudes para evoluir é um longo caminho, mas que se consegue alcançar quando realmente é desejado.

Observe que nenhuma pessoa espiritualizada se diz ser, não aceita elogios. Por exemplo, nem Jesus dizia que ele havia curado alguém, e apenas repetia: tua fé te curou, o que mostrava sua grande humildade.

Todo o poder da vida está unicamente ligado à essência da espiritualidade, que é o desenvolvimento das virtudes. Sem elas, vive-se na dor, no sofrimento e nas trevas da ignorância e sujeito a todo tipo de influência no cotidiano. Essa é a visão direta que se pode ter do que é o céu e o que é o inferno.

Que Deus os abençoe!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Parábola do Senhor e dos três servos para explicar o desenvolvimento espiritual

"Um senhor que tinha três servos ia viajar. Chamou os três servos e lhes entregou a cada um três talentos para que eles trabalhassem e multiplicassem. Ao viajar, o primeiro servo pegou seus talentos e saiu para gastar, como se fossem de sua propriedade. O segundo servo, com medo de gastá-los ou perde-los, enterrou-os para devolver ao seu senhor quando voltasse. O terceiro servo saiu com os talentos, comprou vários objetos e foi comercializá-los. Quando o senhor voltou de sua viagem, chamou novamente os três servos para que prestassem contas dos talentos que lhes foram confiados. O primeiro servo, que gastou irresponsavelmente, não tinha como devolver os talentos ao seu senhor, e foi imediatamente castigado, permanecendo servo. O segundo, que enterrou os talentos, imediatamente correu para entregar ao senhor os mesmos talentos recebidos, e foi castigado e permaneceu servo, por se mostrar medroso e incapaz. O terceiro servo, que comercializou com os talentos que lhe foram confiados, trouxe ao senhor muito mais do que lhe havia sido entregue, pois os havia multiplicado comercializando, e assim o senhor o libertou, por ser digno."

Essa parábola de Jesus mostra o que se exige para a espiritualidade: a multiplicação dos talentos. Os talentos (moeda da época) Jesus comparou com os dons espirituais (as virtudes) o que muito é confundido e deturpado por muitos, como dinheiro e riquezas que devem ser multiplicados para se obter a liberdade, como se fosse possível comprar a Deus. Também, ao Jesus falar de dízimo, traduzia a mesma coisa desta parábola: a parte do seu espirito que deve ser doado na forma de virtudes para ajudar ao próximo, o que é visto no milagre da multiplicação dos pães e peixes, que representam doar a vida ao próximo que faz parte do desenvolvimento das virtudes. E, contra o dinheiro, Jesus expulsou os vendilhões do templo, amaldiçoando-os, pois o que se faz na espiritualidade é os mais abastados ajudar aos outros com caridade, fé, amor, dedicação e demais virtudes. Se ele fosse a favor de riquezas, ele jamais agiria dessa forma, pois os vendilhões traziam muito dinheiro nos impostos. Em inúmeras passagens da Bíblia, mostra-se que Jesus era contra a ostentação. Da mesma forma, todos os espíritos elevados, como Buda, Krishna, vários santos, e tantos outros não considerados, como atualmente, Gandhi, abandonaram as ostentações, negando o EGO. Assim, por que tantos sacerdotes vivem em templos e palácios luxuosos ostentando com máximo orgulho em suas riquezas, muitas vezes retiradas da boca de crianças famintas (filhos de fiéis)?


Voltando à parábola, vê-se o senhor como sendo o Todo, Deus; os servos são os espíritos que precisam aprender a ter virtudes (talentos) para poder ter uma vibração elevada, unindo-se ao tudo nEle (o tudo no Todo). Como todos são criados por Deus, todos são criaturas e servos dEle, pois se assim não for, seria igual ou superior a Ele. Ser servo dEle, indica que todos têm a mesma função e o mesmo objetivo: multiplicar os talentos para evoluir espiritualmente e a Ele voltar (unir-se à máxima vibração no equilíbrio universal, fazendo parte das hostes que O amam e O louvam). Como Deus é o Todo, que contém tudo, amar a Deus determina amar a todos, como Jesus o fez. E para amar a todos, é necessário desenvolver as virtudes, eliminando os defeitos como orgulhos, preconceitos religiosos, de raça, de cor, de sexo, de riquezas, e assim por diante, como fez e pregou Jesus, Buda e outros espíritos evoluídos.


Quando se fala em multiplicar os talentos, entende-se claramente nas ações de Jesus e dos demais evoluídos que os talentos dados por Deus são as virtudes, os dons, as capacidades e tudo que faz parte do espirito. Quanto mais se desenvolve espiritualmente, mais os talentos se multiplicam, especialmente por que com a evolução espiritual determinada pelo cultivo das virtudes, salvam-se outros espíritos através do amor, da caridade e todas as virtudes a mais, que são atraídos, mudados e também elevados.


Assim, tem-se:


1) Aquele servo, ou espirito que multiplica seus talentos, obtém a liberdade: elevar-se e não viver mais no sofrimento das trevas, mas estar perto de Deus (ou com a vibração da Luz no Todo).


2) O servo que enterra seus talentos para devolver a Deus por medo de perdê-lo, é aquele que a tudo teme e para não se desvirtuar, esconde-se do mundo, não realizando obras de caridade, de benefícios, nem nada. Esconde-se para rezar ou orar, mas apenas por medo dos testes a enfrentar e medo de ser castigado. Foge da própria consciência que faz parto do tudo e do Todo. Também, é o que vive de dúvidas e ora com a frase: por via das dúvidas, eu faço. Ou seja, não tem fé e não desenvolve as virtudes por alastrar sua dúvida em outras faltas de virtudes. Ambos estagnam na evolução espiritual, tendo de permanecer na faixa vibratória que vive, sofrendo e sendo testado constantemente. Isto é, continua sendo um servo, até que confrontem o medo e a dúvida, buscando evoluir com fé, para ser livre como o primeiro.


3) O terceiro caso é o espirito que destrói os talentos, o espirito que passa a viver à busca das faltas de virtudes, a ganância, o egoísmo, a arrogância, a luxuria, o ódio, e assim por diante. Esse também sucumbe aos seus próprios males, pois sua vibratória cai mais ainda, e assim permanece no sofrimento, só que como um servo das trevas, o que é pior que o segundo caso. Afunda por ter gastado todos os talentos, tendo um caminho das pedras mais longo e mais sofrível para chegar a Ele, pois tem de enfrentar não só o medo e a dúvida, mas humilhações de todos os níveis para equilibrar o que foi por si realizado, até recuperar os talentos e adquirir a consciência da evolução espiritual.


Assim, buscar a espiritualidade, não é apenas buscar misticismos, mas buscar mudar internamente e saber aplicar ao próximo o que verdadeiramente é exigido do universo: o amor e a união do tudo com o Todo.


Que Deus os abençoe!