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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Anjos, os mensageiros de Deus

Os anjos são considerados mensageiros entre o Criador e os seres humanos e o mundo da matéria, os quais são figurados como seres alados, em que as asas simbolizam os ideais de ascensão aos céus e de transcendência do material. Os anjos realizam a conexão com a dimensão superior e eterna, a espiritualidade propriamente dita.

Nas várias culturas e expressões religiosas, encontramos essa representação, a exemplo dos hindus (para estes são conhecidos como Devas) e dos muçulmanos (os anjos são os Djins).

As mensagens Divinas, inspiradas através de premonições e outros tipos de comunicações espirituais, são socorros vindos das missões que competem a cada ordem e hierarquia desses seres.

Muitas são as aparições dos enviados de Deus nos relatos das Escrituras Sagradas da Bíblia. Elas incluem milagres, anunciações, inspirações e intervenções em momentos de grande urgência e necessidades. O papel dos seres angelicais em várias passagens, sobretudo, do Antigo Testamento, demonstram desde sempre o acompanhamento deles nos acontecimentos humanos.

A importância desses protetores e interventores tem sua lógica, pois, cada ser humano deve cumprir sua missão espiritual na Terra, e Deus oferece seus canais de comunicação para que cada um possa cumprir a sua jornada.

O contato com os anjos deve, portanto, estar embasado em uma ética espiritual, que embora específica à sua vibratória (considerando as evocações e princípios materiais, tais como cristais e outros elementos) tem como essência os princípios de fé e amor ao Criador e à criação. Estes são verdadeiras chaves que nos abrem os portais às comunicações com os seres angelicais, criados por Deus, assim como cada um de nós.

Retirado do Prefácio de Ana Cristina Andrade do livro: "Anjos: Forças da Luz, Mensageiros de Deus"

Que Deus os abençoe!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Orixás? Melhor entender para não falar o que não deve.

As culturas antigas, que eram menos assoladas pelos princípios materiais da ciência e, consequentemente, mais ligadas ao mundo espiritual tinham maior capacidade de se comunicar com os espíritos, e assim, desenvolveram formas de reverenciar e louvar a Deus de uma forma indireta, utilizando para isso os elementos da própria criação. Assim, de acordo com a cultura, linguagem e o que havia de acesso local, passaram a cultuar os deuses da natureza, como uma forma de agradecimento e culto ao Criador. Entre elas, cultuavam-se os anjos (Cabala), os deuses da natureza (nórdicos, romanos, gregos, sumérios, egípcios, etc.), os espíritos ancestrais (indígenas, japoneses, etc.), entre outros. Na África, desenvolveu-se o culto aos Orixás, que seguem os mesmos princípios das tradições antigas citadas, cuja prática, de forma similar à todas, geram egrégoras para a comunicação com os espíritos elevados (ou espíritos de luz) que em sua hierarquia comandam as forças da natureza (via espíritos elementais e espíritos mais próximos dos seres humanos, ou espíritos encarnados). Nessas práticas a sabedoria dos espíritos foram passadas aos seres humanos ao longo do tempo, reforçando essas egrégoras, que geram vibratórias energéticas elevando o espírito encarnado, quando buscando a comunicação com a Luz Suprema no intuito de fazer o bem, e afundando o espírito quando da realização de rituais para satisfações egoístas, materiais e para fazer mal aos outros.

O princípio de toda comunicação com Deus se dá através da fé e do amor, mas para a maioria das pessoas que não têm a fé absoluta, torna-se necessário elementos específicos e práticas rituais, além de virtudes, que atraem os espíritos mensageiros Divinos, para a realização da grande obra de Deus, que é a evolução espiritual.
Nessas práticas, esse padrão de fé, amor e afastamento de pensamentos inescrupulosos e maldosos, dedicação, entre outros, fazem parte de um contexto de geração da energia vibratória no espírito encarnado similar aos espíritos evocados, para que haja uma comunicação, em que eles ajudam a produzir o aparente acaso da vida, ou milagres, por entenderem que é um espírito que deseja evoluir.

Entre as várias práticas da magia, a comunicação com os Orixás (denominação dos espíritos ancestrais na língua africana, os quais seriam os espíritos de luz primordiais) é realizada usando elementos da natureza, como recipientes de argila ou barro (denominados de aribé), onde são colocadas frutas, farofas, peixes, tecidos coloridos, velas coloridas, etc., o que não é diferente das demais culturas como as nórdicas, as orientais, as xamânicas, cabalísticas, japonesas, etc. Tudo isso faz parte de uma geração de conexão da pessoa com a vibratória específica do elemento (ar, terra, fogo ou água), relacionado à hierarquia espiritual a que pertence o Orixás (como os anjos na Cabala), para a elevação e evolução espiritual e realização da magia para o equilíbrio universal. Assim, esses procedimentos geram essa conexão com o mundo espiritual, realizando os desejos humanos que condizem com a realização da Luz, ou de Deus. E assim, a magia leva aos milagres da fé, inexplicados pela ciência.

Muitas pessoas buscam conhecer os Orixás através de suas lendas, que não diferem das lendas dos deuses gregos, romanos, nórdicos, etc. E, por isso, por não compreender as relações espirituais e elementais, muitas vezes criam preconceitos e se afastam, sem entender que todas as relações existem da mesma forma que todas as demais religiões, que estão ligadas aos princípios de cultivar virtudes, elevar-se à Deus, e todas as lendas são apenas alegorias que humanizam os elementos, os humores e seus poderes, apenas para relacionar as vibratórias desses espíritos de Luz aos gênios, ou espíritos da natureza, que governam os elementos (ar, terra, fogo e água) em suas especificidades, como a vida, a morte, plantas, minerais, chuva, ventos, assim como os próprios espíritos humanos como anjos guardiões e suas características peculiares: sisudo, inteligente, guerreiro, trabalhador, brincalhão, sensual, amoroso, etc., que é similar às antigas tradições das demais culturas.

Na época da escravatura, os negros não podiam (como os índios) seguir seus próprios princípios religiosos, e por causa disso, encontraram a relação entre os Santos católicos e os Orixás, através das vibratórias de suas energias espirituais. Ou seja, perceberam que alguns Santos pertenciam a uma mesma vibratória espiritual, apresentando uma mesma relação com as hierarquias dos espíritos primordiais mais elevados, pertencendo a uma mesma ordem de um princípio de regência da natureza. Assim, passaram a cultuar os Orixás por meio dos Santos com mesmas vibratórias elementais, o que gerou o sincretismo, que até hoje une as religiões afro-brasileiras com as religiões cristãs. Com o passar do tempo, outros espíritos, denominados de espíritos de caridade, passaram a ajudar nos cultos, com o intuito de evoluir ajudando a evoluir, que são os conhecidos pretos velhos, caboclos, entre outros.

É nessa vibratória Elemental que se encontra a chave para entender as relações entre a magia, ou a sabedoria espiritual e da natureza e as lendas dos Orixás, que geram a comunicação com o Princípio Criador, Deus, e a compreensão dos rituais, oferendas, e outras especificidades deste culto tão antigo.

As lendas dos Orixás, então, são facilmente compreendidas, quando relacionamos os princípios elementais, seus poderes, seus humores, além dos chakras e outros princípios universais, vendo apenas que tudo apresenta similaridade, e lidar com os espíritos buscando evolução, relaciona-se de forma igual em todos os cultos, pelo princípio da fé, do amor, da caridade, da consciência moral e, enfim, das virtudes.

Que Deus os abençoe!