domingo, 17 de março de 2013

Falar demais é um problema?


Analisando uma realidade fatual e fatal do ser humano, fiquei observando como as pessoas falam tanto, sem cansar a boca.
Ora, de certa forma, expor seu pensamento é uma situação normal do dia a dia, entretanto, quando se perde o controle da língua, o problema cresce e a pessoa passa a se expor.

Expõe-se por falar demais, pois como dizia Freud: Se Paulo fala de Pedro, sei mais sobre Paulo do que Pedro. Ou seja, não é sobre o que se escuta que se sabe, mas sobre quem está falando é que se sabe.

Expõe-se por que mostra suas fraquezas interiores, desde que tudo que temos dentro de nós como um problema, é guardado e fortemente protegido por nossos próprios orgulhos que é uma couraça que protege as fraquezas.

E o primeiro passo para proteger a fraqueza e o mal que habita em nós, é falar do próximo. É julgar, é condenar, é apontar, é tentar desviar o assunto, é se colocar como perfeito sem a mínima humildade e dizendo que é modesto, entre outros tantos quês. Como diz o ditado: Lembre-se que sempre que apontar alguém com um dedo, três outros apontam para si.

De um lado, falar é necessário, como diz o dito popular: Quem não fala, Deus não ouve. Mas, esse dito nos chama a atenção de: o que e como falar, pois falar o correto, de forma clara, o que se deseja e, ESSENCIALMENTE, POUCO, é certo.

Assim são as formas reais da magia, em que em poucas e simples frases que vêm do coração, realizam-se milagres.

O grande problema do falar, contrário a esse dito popular, encontra-se em vários outros ditos populares que traz uma sabedoria secular. Entre esses ditos, podemos citar:

- Quem fala demais, dá bom dia a cavalo
- Quem fala demais, pouco aprende
- Quem fala dos outros, esquece de si
- Quem fala o que quer, ouve o que não quer
- Quem muitas pedras atira, uma dá na cabeça
- Quem muito fala, muito erra
- Quem não ouve cuidado, ouve coitado
- Quem não sabe rezar, xinga a Deus
- Quem te fala mal de outra pessoa,falará mal de ti também
- Quem tem boca fala o que quer
- Caveira quem te matou? Foi a língua
- Em boca fechada não entra mosquito
- Falar é fácil, fazer é difícil
- Falar é prata, calar é ouro
- Língua fala, língua paga
- O cão não ladra por valentia e sim por medo
- O homem está pronto para tudo desde que lhe seja dito com mistério; quem quer ser acreditado deve falar baixo
- O mal é o que sai da boca do homem
- O medíocre discute pessoas. O comum discute fatos. O sábio discute idéias
- O que você não vê com seus olhos, não testemunhe com sua boca
- O sábio cala, o tolo fala, o ignorante discute
- O sábio esconde a sua sabedoria, o tolo anuncia a sua ignorância
- O segredo é a alma do negócio
- Os sábios não dizem o que sabem, os tolos não sabem o que dizem
- O sujo falando do mal lavado
- Peixe morre pela boca
- Pense rápido, fale devagar
- Sábio não é aquele que sabe de tudo e sim usa tudo que sabe
- Se não queres que ninguém saiba, não o faças
- Se nós temos dois ouvidos e uma boca, é para ouvirmos mais e falar menos
- Ver, ouvir e calar

entre tantos outros.

Ou seja, falar é uma necessidade. Mas, o que falar, é que é o problema. O falar demais, sempre gera problemas a mais e demais, pois, como citado anteriormente, expõe as nossas fraquezas e problemas interiores, medos (diz o dito que: cachorro que late não morde), mágoas, soberbas, expõe a nossa própria vida a quem não é desejado (invejosos, maldosos, etc.), além de todo o mal que nos habita interiormente.

Nesses tantos ditos populares se mostra que o falar descontrolado é um mal (diz o dito popular: Caveira, quem te matou? Foi a língua!).

A palavra controlada ou silenciada é nossa força. É o segredo. É o poder.

Já a palavra solta e descontrolada mostra a fraqueza e nos torna escravos dela.

Quando estamos descontrolados emocionalmente, fatalmente falamos o que não devemos, e depois, não temos como voltar atrás, não nos lembramos, ferimos, ativamos ódios, etc., pois já nos condenamos em nossa atitude.
Claramente, na coexistência do mundo espiritual com o mundo material, espíritos de baixa vibratória, obsessores, ou como queira denominar de acordo com cada cultura (exús, diabos, espíritos trevosos, etc.) aproveitam esse descontrole da boca para injetarem no pensamento do falador, informações que ele não queria ou não deveria dizer.

E, por ser descontrolado em sua boca, termina por revelar segredos seus e dos outros, termina por dizer palavras que nem sempre são desejos seus (fazem isso para complicar a vida do falador e para gerar brigas e confusões entre as pessoas, como citado anteriormente: ferir, atacar, etc.), aproveitam-se para falar o que eles querem, ao invés do que a pessoa quer, e o fim é sempre triste!

Da mesma forma, na magia, o segredo é uma das essências. Toda prática de magia realizada, se vem a público, não mais funciona, pois há a dispersão das energias e os espíritos que confiaram o segredo terminam por se afastar. Daí, nada funcionar, pois a fé também se dispersa com a quebra do segredo.
Por isso, uma das maiores frases conhecidas no Ocultismo é: QUERER, SABER, OUSAR E CALAR.

Isto determina de forma clara o que tantos grandes evoluídos, como BUDA, JESUS, KRISHNA, entre outros, falavam a respeito da fé, do amor, do mal do ego, do segredo e do conhecimento.

Assim, fica a mensagem: Queres crescer? Queres evoluir? Então, deixe de falar demais (só fale o essencial e ouça mais que fale), deixe de se regozijar e de se mostrar aos outros como superior, puro e o tal (pois quem muito quer mostrar que é algo, apenas mostra ser o contrário de tudo, desde que quem tem de ver o que somos são as pessoas em suas atitudes, e não serem convencidas em nossas palavras).

Enfim, Jesus nunca ficou falando que era o bom, que era o tal, que era superior, mas ao contrário, sempre se mostrava na humildade, deixando quem quisesse falar dele. Suas atitudes foram o que mostraram para todos quem ele era! Ou seja, seu exemplo falou mais alto que suas palavras e ficou na história.

E assim é que tem de ser, pois ninguém que fala demais (especialmente sobre si mesmo como a pureza, como a inteligência, como a modéstia, como o amor, como a serenidade, como a soberania, etc.) é o que fala, pois sempre em suas atitudes mostra o contrário de suas belas palavras (diz o dito popular que: De boas intenções, o inferno está cheio!).

Quem silencia é SÁBIO. Quem fala demais se condena.

Que Deus os abençoe!

domingo, 7 de outubro de 2012

A Fé e as negatividades que permeiam a mente humana


A negatividade pode ser afirmada com certeza que é o contrário da .

Assim, a negatividade é o maior mal que habita dentro do ser humano (ou espirito encarnado, bem como os espíritos não encarnados em evolução), pois é ela que descontrola todo o fluxo de energia que pode ser direcionado pela , fluxo de energia esse que determina a ressonância em Deus na sua alta vibratória, eliminando o poder interior de cada um (pois dispersa o pensamento).

Jesus disse de forma clara: Sois deuses! Brilhe a vossa luz!, assim como também falou: Se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, moveríeis montanhas. Da mesma forma, Buda falou: Querer é Poder, pois o querer profundo da fé é realização.

Sem , nada se faz, pois como dizia Jesus: quem move o corpo não é a visão, e sim a fé.

Quando as negatividades tomam conta do espirito, acabam-se as forças físicas e vitais, aparecem as doenças e os males físicos e espirituais, iniciam-se as dominações dos espíritos trevosos e da matéria sobre o espirito fraco, determinam-se as decadências do espirito e todas as mazelas mentais.

Em sendo um mal, a negatividade age juntamente com os defeitos que prendem o espirito à matéria nas baixas vibratórias, gerando ódios, orgulhos, vaidades, arrogâncias, prepotências, preconceitos, entre vários outros males, como o falar demais e a busca desorientada por conhecimentos que negativizam a espiritualidade e apenas satisfazem vaidades e orgulhos feridos da autossuficiência, fazendo o espirito sucumbir cada vez mais na busca exterior material, ao invés de buscar a sua própria luz interior que é essência Divina.

Com negatividades e sem fé (o que é o comum é essa relação) o ser humano, o tempo todo, pensa primeiro nas possibilidades materiais, nas justificativas de erros, e em todos os defeitos possíveis, antes de gerar uma afirmação do tipo: eu confio em Deus! Ou seja, geralmente afirma isso, dizendo: eu confio em Deus, mas pode ser que algo saia errado... ou que alguém atravesse meu caminho... ou...

Isso é, não confia em Deus, pois quem tem fé nEle, não analisa as possibilidades materiais, mas apenas entende com sabedoria que o que quer que aconteça, são tentativas de espíritos trevosos e testadores de desviar a ressonância do espirito em Deus, e assim, não esmorece.

Esses tipos de afirmações são apenas negatividades de quem não tem fé suficiente e genuína e, entretanto, afirma ter. São pessoas que se negativizam e que, consequentemente, ressonam em baixas vibratórias, e precisam de ajuda para aprender a evoluir, entendendo que dores e sofrimentos fazem parte do processo evolutivo e entendê-los e superá-los são conquistas espirituais.


Texto baseado no livro: A Magia da Fé.

Um abraço e que Deus os abençoe!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Quem É Perfeito?


A sabedoria popular apresentada nos ditos populares, adágios ou provérbios mostra claramente que a realidade humana é o livre arbítrio que o leva a evoluir a partir dos erros e acertos em sua vida. Exemplos que podem ser dados são:

•Amarra-se o burro é no pescoço do dono
•Cada cabeça é um mundo
•Casa de ferreiro, espeto de pau
•De boas intenções o inferno está cheio
•Enquanto se briga por um quarto de porco, perde-se um rebanho de carneiros
•Errar é humano, permanecer no erro é burrice
•Mais cego é o que não quer ver
•Não há que ser forte. Há que ser flexível
•Não tenha medo de crescer lentamente. Tenha medo apenas de ficar parado
•Ninguém é perfeito
•O mal está na cabeça de cada um

E, conforme esses ditos que traduzem a sabedoria popular milenar, de tantas pessoas que viveram entre erros e acertos e aprenderam, não se tem como ir contra, pois todos que seguem os caminhos errados, ou os caminhos dos defeitos humanos, fatalmente quebra a cara, ou seja, termina por ver que caiu em problemas por causa de sua decisão errônea. E assim, quem quer que se considere perfeito, não o é, pois em primeira instância, está errando por estar sendo orgulhoso, prepotente e arrogante.

A fatalidade dos erros humanos é quem mais traz guerras, ódios, inimizades e tantas outras desgraças, e tudo por que não há perfeição em nenhum ser encarnado. Por isso é que o princípio da espiritualidade está em se autoconhecer primeiramente, aceitando seus erros e defeitos (tendo humildade). Da mesma forma, encontra-se os princípios da magia, a qual só funciona com quem descobre que a real é o motor primordial para a realização de tudo. Como dizia Jesus: Caminhais pela fé, e não pela visão. E, sem ter humildade, não se tem fé, não se tem forças, não se tem consciência, não se conhece a si mesmo e se autodestrói. Afinal, ninguém é perfeito, pois se assim o fosse, não se encontraria encarnado vivenciando tantos problemas nesse mundo material. Por isso mesmo (o não haver ninguém perfeito), que Jesus colocava que todos devem perdoar e amar ao próximo como a si mesmo, pois quem não errou que atire a primeira pedra.

Retirado do Livro: O Espelho: Autoconhecimento e Evolução Espiritual 

Que Deus os abençoe!

domingo, 30 de setembro de 2012

A Magia, a fé e o EGO


Quanto mais o ser humano nega a Deus e ao espirito, mais se nega a si próprio. Quanto mais tenta racionalizar o mundo, mais dúvidas encontra a respeito de tudo, bem como diverge nos pensamentos, tornando-se escravo da matéria, e consequentemente, dos espíritos de baixo nível de consciência (obsessores e espíritos trevosos). Enfim, a ciência é uma necessidade, mas não se realiza plenamente por se deixar levar pela condição de negação e não consonância com o mundo e a vida espiritual, e consequentemente, o Criador.

Quando se elimina do pensamento o ego, vê-se tudo como parte Divina que deve ressonar num Todo, cujo Todo é o próprio Deus Criador. Assim, todas as pessoas, independentemente de religião, de cor, de raça, de nível intelectual, de sexo, de idade, e condições financeiras, ou de qualquer outro detalhe material, são concebidas como espíritos. E sendo concebidas como espíritos (que é quem anima a matéria), e sabendo que o espírito é uma parte Divina que deve ressonar (estar em consonância) com o Todo (evoluir espiritualmente ou atingir a supraconsciência, ou ainda, o Nirvana), não tendo forma, sexo, cor, dinheiro,etc. (desde que o espírito é a essência Divina que dá consciência e anima a matéria), os preconceitos, os orgulhos, e todos os males do ego são destruídos e levam à luz (supraconsciência).

Entender que antes de tudo, todos são espíritos em essência, partes de Deus, o Todo, é a principal condição para a evolução espiritual, pois só quando se olha o mundo dessa forma, é que se eliminam os preconceitos, os orgulhos, e outros defeitos.

Compreender que Deus está em essência em tudo e em todos, leva ao primeiro passo do entendimento do que é amor incondicional, do que é amar a Deus, do que é amar a si próprio e ao próximo, do que é perdoar, e assim por diante.

Jesus veio ao mundo e se deu como exemplo vivo do que é amar a Deus e ao próximo, do que é compreender que Deus está em tudo, do que é eliminar o ego. Em seus ensinamentos, Jesus mostrou conjuntamente com suas atitudes o que é a evolução espiritual. Em todas as suas palavras se mostra claro que Deus está em tudo, que se deve ver tudo como uma parte da essência Divina e que todos, independentemente de qualquer coisa, é, antes de tudo, um espírito que também abriga uma parte da essência Divina. Numa única frase, Jesus declarou isso: Sois deuses! Brilhe a vossa luz!.

Quanto mais se encontra interiormente, mais o espírito evolui; mais o meio exterior não abala a consciência; menos influências atinge a psique; menos problemas psicossomáticos; menos influências de espíritos obsessores e trevosos se recebe, e assim por diante. Em outros termos, quanto mais elimina-se o ego, mais se aproxima de Deus, por entender a humildade, a caridade, o amor e tudo que condiz com a  e a magia.

A magia em si existe, sendo o motor que move, que transcende, que transmuta. Entretanto, toda magia necessita de fé em primeira instância e dos elementos que unem a grande teia universal que une tudo a todos. E, a magia está dentro de cada um, levando através da  a energia para transformar tudo por meio da comunicação com o mundo espiritual coexistente com o mundo material. Mas, cada um leva ou dá sua energia na magia para o que quer para si próprio, pois pela máxima lei universal, ou Lei da Causa e Efeito, a lei Divina, tudo que se faz pelos ou para outros, recebe-se em igual proporção. E, é no mal do EGO que se condena a si próprio quando se usa a força interior e as forças espirituais para gerar o mal aos outros, ou se eleva espiritualmente a usar essas forças para o bem da humanidade.

Ser um mago é ser livre para evoluir ajudando a evoluir, e não ser um mero escravo das trevas e dos espíritos de baixa evolução que ajudam a satisfazer os males do EGO em cada um que assim busca.

Os princípios da magia, seja ela qual for, está em primeira instância ter , conhecer os elementos, a grande teia universal, compreender a lei da Causa e Efeito, amar a Deus e ao próximo, sabendo que estamos aqui para aprender e ajudar a evoluir, evoluindo, e não sendo escravos da matéria, como representado no pentagrama:
- para cima - espírito evoluído dominando os elementos materiais;

- para baixo espírito dominado pelos elementos materiais.

Essa é a essência primária da magia!

Que Deus os abençoe!


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Xangô! O Orixá Rei.


Orixás são espíritos primordiais (em Iorubá, que em outras culturas recebem nomes variados, como anjos, deuses nórdicos, etc.), cujas lendas traduzem inúmeros aspectos psicológicos, físicos, espirituais, etc. As religiões afro-brasileiras mantêm cultos antigos, e muito conhecimento se retira para se elevar espiritualmente e conhecer a verdadeira magia da vida. Assim, em se tratando do Orixá Xangô, necessário se torna conhecer um pouco a seu respeito.

O Orixá Xangô é considerado o deus da justiça, o deus da pedreira e da montanha, o deus da inteligência e da sabedoria, o deus da magia, o deus do fogo, o deus do raio e do trovão. É o deus da riqueza. É o mais forte entre os Orixás. Como todos os Orixás, é chamado de deus, por ser da hierarquia dos espíritos que governam as forças da natureza citadas que estão ligadas ao elemento fogo.
Assim, ele é o deus da justiça, por ser o equilíbrio, representado nas suas ferramentas: os Oxés (machados de duas faces). Na justiça, representa também o princípio da dualidade e junto ao equilíbrio. É o deus da pedreira e da montanha, que representa a rigidez no pensamento, na ação e na moral. É a prudência, a convicção, a certeza e a segurança. É a força a paciência e a dedicação.

É o deus da inteligência, por representar o pensamento lógico, a capacidade de abstração, o raciocínio, a memória, o conhecimento que muda, que ensina. É a determinação de conhecer e saber aplicar corretamente as práticas rituais magísticas. É a ligação entre o mundo espiritual e o mundo material.

É o deus do fogo, que é seu elemento. É o fogo controlado que é a magia. É a pedreira que quando atritada gera fogo. É o fogo que cria e que destrói. É o fogo da vida, do trabalho, da dedicação e da coragem. É o fogo dominado pela inteligência e pela magia. É o deus do raio que representa a ligação entre a terra e o céu, e que gera o fogo que destrói, o fogo que muda, o fogo que faz justiça. É no raio que é representada a mesma condição de ser o deus da magia, da ação e intervenção. É o poder das forças elétricas e magnéticas.


É a ligação entre o chakra base e o chakra coronário, o vermelho e o branco, que são as cores de suas contas, vestimentas e velas que são acesas.
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É o deus do trovão por representar a dominação pela magia e pela voz. É a imposição e a rigidez moral e a justiça. É o deus da riqueza, que representa o domínio da matéria pelo espírito, que é o princípio da aplicação da inteligência, do trabalho, da moral, da magia. É no domínio da matéria que tem a riqueza. É o rei e por suas regências, é o mais poderoso e forte na hierarquia espiritual.
O Orixá Xangô é também conhecido como o Orixá comilão, que representa a fartura, a riqueza e o poder da opulência.
As cores relacionadas com Xangô são: vermelho e branco, que representam os dois extremos nos chakras do ser humano: o chakra base e o chakra coronário, respectivamente. Por serem os dois extremos, representam o equilíbrio e a dualidade, além da justiça. Também representa a ligação entre o mundo espiritual e o mundo material, ou a magia. Também, o domínio material pela inteligência, ou a riqueza. Em todas as suas características, ou dominações sobre o mundo material, suas cores mostram sempre a mesma interligação do poder, da inteligência, da justiça, do equilíbrio, e assim por diante. Em alguns casos, pode ser representado pela cor marrom, que representa a força sobre a terra, sobre os elementos da natureza, a magia.
Por ser do elemento fogo, a cor vermelha relacionada com o chakra base determina forte ativação sexual. Porém, como é o fogo controlado (a magia), é controlado nas atitudes materiais no equilíbrio com a espiritualidade.
A principal ferramenta de Xangô é o Oxé, que é o machado de dois gumes, que representa a dualidade, o equilíbrio, a justiça. Em sendo uma ferramenta de trabalho, o machado corta tudo nos dois sentidos, que representa o poder e a força que ultrapassa qualquer obstáculo, cortando a tudo que está à sua frente, e que mostra ser decidido. Outra ferramenta de Xangô é o pilão, que esmaga a tudo que nele é colocado, representando a força física e espiritual, a magia, que a tudo transforma, assim como a justiça a quem intenta contra ele (ou seus protegidos).

A saudação para esse Orixá é: Caô Cabiecilê, que é muito traduzido como: permita-me vê-lo, majestade! De acordo com as lendas, Xangô era rei e o único Orixá que sabia ler e, portanto o mais poderoso, sábio, forte e imponente. E por isso sua saudação é essa. Adiante, quando for comentado sobre as lendas e suas relações com a magia, entender-se-á melhor essas lendas do ponto de vista da magia Elemental.
Geralmente, as vestimentas de Xangô e seus filhos trazem as cores relacionadas a ele, que são o vermelho, o branco, ou o marrom. Muitas vezes, linhas ou faixas douradas são postas nas roupas dos seus filhos (aqueles que trazem em si a energia vibratória e a necessidade de seguir e obter a proteção desse Orixá).
Os filhos de Xangô têm corpos largos, comem muito, têm pescoço curto, são inteligentes, são persistentes, embora impacientes, gostam de envolvimento com a espiritualidade, tendem a ser mais calados, são altivos, conseguem ter alguma estabilidade financeira, quando não a riqueza, são fortes, são um tanto sisudos, moralistas, justos, pensam alto, são decididos, são racionais, são viris, não gostam de mentiras, são generosos, são honestos, são quietos, são analisadores de tudo, são sempre vitoriosos e são saudáveis. Todo filho de Xangô tem a necessidade de fazer santo, ou pelo menos fazer uma grande obrigação.
No sincretismo, Xangô é o espírito cuja vibratória se apresenta nos Santos: São Jerônimo, São João e São Pedro. O primeiro é a força de Xangô que dá a inteligência de forma predominante. No segundo, São João, predomina a relação com o fogo que transforma, que muda: a fé e a flexibilidade. No terceiro, São Pedro, a característica predominante é a rigidez da pedra, a imponência das montanhas. Em todos os casos, as características se apresentam em maior ou menor grau, assim como no lado contrário.
Falando sobre o Orixá Xangô, várias informações mais precisas e detalhadas são encontradas no livro: XANGÔ, MEU PAI! O ORIXÁ REI.

Um abraço e que Deus os abençoe!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Quem são os Orixás?


As culturas antigas desenvolveram formas de reverenciar e louvar a Deus de um modo indireto, através da própria criação. Dessa forma, essas antigas civilizações, de acordo com a cultura, a linguagem e ao que se tinha acesso local, passaram a cultuar os deuses da natureza, como uma forma de agradecimento e culto ao Criador. Entre essas culturas, cultuavam-se os anjos (Cabala), os deuses da natureza (nórdicos, romanos, gregos, sumérios, egípcios, etc.), os espíritos ancestrais (indígenas, japoneses, etc.), entre outros. Na África, foi criado o culto aos Orixás, que se ligam às mesmas tradições culturais antigas, sendo uma prática que, similarmente à todas, geram egrégoras para a comunicação com os espíritos elevados (ou espíritos de luz) que em sua hierarquia comandam as forças da natureza (via espíritos elementais e espíritos mais próximos dos seres humanos, ou espíritos encarnados). Nessas práticas, a sabedoria dos espíritos foram passadas aos seres humanos ao longo dos milênios, reforçando as egrégoras, que geram vibratórias energéticas elevando o espírito encarnado, quando buscando a comunicação com a luz suprema no intuito de fazer o bem, e afundando o espírito quando realizam rituais para satisfações egoístas, materiais e para o mal dos outros.

O princípio de toda comunicação com Deus se dá através da  e do amor, em que se torna necessário elementos específicos de práticas rituais, de dogmas espirituais, e de virtudes, que atraem os espíritos mensageiros Divinos, para a realização da grande obra de Deus, que é a evolução espiritual.
Nas práticas da magia ritual, seja ela qual for, esse padrão de , amor, eliminação de maldade mental e afastamento de pensamentos inescrupulosos e maldosos, dedicação, entre outros, fazem parte de um contexto de geração da energia vibratória no espírito encarnado similar aos espíritos evocados, para haver uma comunicação, em que eles sentem nos espíritos humanos as virtudes e , produzindo o aparente acaso da vida, ou milagres, por entenderem que é um espírito que deseja evoluir.

Entre as várias práticas da magia, a comunicação com os Orixás (denominação dos espíritos ancestrais na língua africana, os quais seriam os espíritos de luz primordiais) é realizada usando elementos da natureza, como recipientes de argila ou barro, onde são colocadas frutas, erfa, farofas, peixes, entre várias outras coisas, além de tecidos coloridos, velas coloridas, etc., o que não é diferente de culturas como as nórdicas, as orientais, as xamânicas, cabalísticas, entre outras. Todo esse aparato é a forma de gerar na pessoa a vibratória específica do elemento (ar, terra, fogo ou água), relacionado à hierarquia espiritual a que pertence o  Orixá, da mesma forma que os anjos na Cabala , para elevar a vibratória do espírito encarnado e conectá-lo ao mundo espiritual através da fé e do amor, para a elevação e evolução espiritual e realização da magia para o equilíbrio universal. Assim, esses procedimentos geram essa conexão com o mundo espiritual, realizando os desejos humanos que condizem com a realização da Luz, ou de Deus. E assim, a magia leva aos milagres da , inexplicados pela ciência.

Nas religiões afro-brasileiras, há um verdadeiro encanto, pois com a mistura e o sincretismo, nasceu uma nova egrégora com práticas particulares, mas que não fugiu aos princípios básicos da cultura africana. Assim, as danças, os cantos, a língua, as roupas, as oferendas, mantêm uma certa tradição, mas mesclada de tal forma que mantêm o mesmo princípio de culto da magia original, salvando almas quando bem empregada.
Entretanto, muitas pessoas buscam conhecer os Orixás apenas através de suas lendas, que também não diferem das lendas dos deuses gregos, romanos, nórdicos, entre outros. E, por isso, por não compreender as relações espirituais e elementais, muitas vezes criam preconceitos e se afastam, sem entender que todas as relações existem da mesma forma que todas as demais religiões, que estão ligadas aos princípios de cultivar virtudes, elevar-se à Deus, e todas as lendas são apenas alegorias humanas passadas para relacionar as vibratórias desses espíritos de Luz aos gênios, ou espíritos da natureza, que governam os elementos (ar, terra, fogo e água) em suas especificidades, como a vida, a morte, a doença, as plantas, os minerais, a chuva, as tempestades, os ventos, assim como os próprios espíritos humanos como anjos guardiões e suas características peculiares: sisudo, inteligente, guerreiro, trabalhador, brincalhão, sensual, amoroso, etc., que é similar às antigas tradições dos deuses nórdicos, gregos, romanos, sumérios, e aos anjos cabalísticos seguidos pelas religiões cristãs e judaica.
Na tradição das religiões afro-brasileiras, encontram-se vários Orixás, os quais se relacionam aos elementos da natureza, e são os geradores da comunicação dos seres humanos com o Criador, Deus, ou na língua Iorubá, Olorum .

Na época da escravatura, os negros não podiam (como os índios) seguir seus próprios princípios religiosos, e por causa disso, encontraram a relação entre os Santos católicos e os Orixás, através das vibratórias de suas energias espirituais. Ou seja, perceberam que alguns Santos pertenciam a uma mesma vibratória espiritual, tendo uma mesma relação com as hierarquias dos espíritos primordiais mais elevados, e consequentemente, pertenciam a uma mesma ordem de um princípio de regência da natureza. Passaram assim, a cultuar os Orixás por meio dos Santos com mesmas vibratórias elementais, e geraram o sincretismo, que até hoje une a religião afro-brasileira com as religiões cristãs. Com o passar do tempo, outros espíritos, denominados de espíritos de caridade, passaram a ajudar nos cultos, com o intuito de evoluir, ajudando a evoluir, como os pretos velhos, os caboclos, entre outros.



É nessa vibratória Elemental que se encontra a chave para entender as relações entre a magia, ou a sabedoria espiritual e da natureza e as lendas dos  Orixás, que geram a comunicação com o Princípio Criador, Deus, e a compreensão dos rituais, oferendas, e outras especificidades deste culto tão antigo.






Texto retirado do Livro: Orixás: Magia Elemental e Espiritualidade nas Religiões Afro-brasileiras.

Um abraço e que Deus os abençoe!